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sábado, 11 de dezembro de 2010

[Tecnologia] Entenda melhor o que é e como funciona o Wikileaks



A WikiLeaks é uma organização sem fins lucrativos que atua em diversos países, mas com sede oficial na Suécia, e disponibiliza em seu site, criado em 2006, diversos documentos, vídeos, fotos e informações confidenciais sobre governos ou empresas. A organização foi fundada pelo jornalista e ciberativista Julian Assange. Apesar do nome, a WikiLeaks não é uma wiki, ou seja, seus leitores não têm livre acesso à edição de conteúdo.

Seu funcionamento se dá a partir de uma rede de informantes e de colaboradores, oriundos de diversas partes do globo. A WikiLeaks recebe material de suas fontes que serão analisados por uma equipe de profissionais, entre eles jornalistas, responsáveis por averiguar a veracidade das informações ali contidas. Segundo Rudy Matela, mestrando em Ciências da Computação pela Universidade Estadual do Ceará (Uece), qualquer pessoa que tenha acesso a informações confidenciais pode enviá-las para a equipe do WikiLeaks através de e-mail, carta, transferência ftp, entre outros canais.

“O próprio site possui uma seção exclusivamente dedicada a como enviar informações, evitando ser detectado.”, esclarece Rudy. “Essa pessoa pode ser alguém que tenha acesso legítimo ao documento, um funcionário do Estado, por exemplo, ou alguém que interceptou algum documento confidencial.”, completa. Após a checagem, a organização divulga tanto o material bruto como suas análises.

A WikiLeaks afirma assegurar máxima proteção aos seus parceiros, pois o site impede a memorização de informações que possam ajudar no rastreamento de suas fontes. As mensagens ganham blindagens criptográficas. Os financiadores da WikiLeaks também têm suas identidades preservadas. A organização se mantém através de doações anônimas.

Rudy Matela é Bacharel em Ciências da Computação e mestrando em Ciências da Computação pela Universidade Estadual do Ceará. Trabalhou como programador nas área de P&D desenvolvendo vários tipos de sistema, dentre eles: hardware (VHDL), simulação, embarcados, web, jogos, etc. Atualmente trabalha como Coordenador e Scrum Master em um projeto de desenvolvimento de software embarcado para redes com C e Assembly.



Vale a pena conferir alguns links para se aprofundar no assunto:


Vídeo que foi uma das divulgações mais notáveis do Wikileaks, o extermínio de 2 jornalistas da agência Reuters por um helicóptero Apache dos EUAs, durante um ataque em Bagdá, em 2007



Documentos do Wikileaks relacionados ao Brasil publicados no blog de Natalia Viana, ligado à revista Carta Capital

Wikileaks divide opiniões de profissionais e estudantes



Especialistas e estudantes das áreas de Comunicação e Ciências da Computação falaram sobre o caso Wikileaks na manhã de ontem (10), em entrevista via-email ao Turma da Mônica. Entre críticas negativas e positivas, os entrevistados concordaram em um ponto: a Wikileaks serve como denúncia de casos e documentos secretos relacionados aos governos de diversas partes do globo.

Entre os entrevistados estavam Jamil Marques, Doutor em Comunicação e Cultura Contemporâneas pela Universidade Federal da Bahia (UFBA) e professor da Universidade Federal do Ceará (UFC), Rudy Matela, Mestrando em Ciências da Computação pela Universidade Estadual do Ceará (Uece), Levi Scott*, americano residente do Brasil, bacharel em Administração, e o estudante Paulo Sena, do 3º semestre de Comunicação Social da UFC.

Levi Scott* mora no Brasil há um ano e discorreu acerca do caso no que diz respeito aos EUA. Segundo ele, o website não vai de encontro à liberdade de imprensa. "O problema é que o Wikileaks mancha a imagem da nação estadunidense, revelando segredos que o governo quer manter longe da população.". "O governo dos EUA tentou e fez o máximo que pôde para fechar o Wikileaks. Eles têm tentado tirar o site do ar, mas foram mal sucedidos.", explica Levi.

"O governo também colocou pressão sobre outras empresas que faziam negócios com o Wikileaks: ou cortavam os laços com eles (Wikileaks) ou sofriam as conseqüências. De uma certa maneira, eles foram bem sucedidos.", analisa Levi. Quando perguntado sobre o destino do fundador do site, Julian Assange, Levi afirmou: "Ele está na cadeia, muito embora eu ache que ele vá ser assassinado.".

Jamil Marques afirma que não é bom fazer generalizações quanto a este caso. "No meu entender, há casos em que o segredo de Estado deve ser preservado, até mesmo para o bem das sociedades. Entretanto, determinadas situações de abuso de poder precisam, sim, serem expostas ao público.".

Paulo Sena, interessado na área de Tecnologia, também opinou sobre o caso. Pra ele, 'casos Wikileaks' isolados sempre existiram. "Como jornais tem acesso a essas informações? Da mesma maneira que o Wikileaks também tem acesso. São informações vazadas por terceiros que tem interesses sobre os desdobramentos que a divulgação desse tipo de informação pode gerar.", explica Paulo. "Já que eles apuram as informações antes de divulgá-las, acredito que eles podem estar prestando um grande serviço à sociedade.", opina.

Jamil Marques atua nas áreas de Jornalismo, Comunicação, Política e Tecnologia, examinando os seguintes temas: teoria democrática, deliberação pública, participação política, governo eletrônico, ciberdemocracia e demais aspectos relacionados aos new media.
Twitter: @marquesjamil
Lattes



Paulo Sena é estudante de Jornalismo da Universidade Federal do Ceará e tem interesse nas áreas de Tecnologia, Internet, Cybercultura e New Media.
Twitter: @paulosena



* Nome trocado para proteger a identidade do entrevistado

[Tecnologia] IPad chega em Fortaleza



Lançado em janeiro nos Estados Unidos, só agora chega ao Brasil, o mais novo produto da Apple, o Ipad, produzido para revolucionar o incipiente mercado de tablets. Uma das principais novidades do produto é o aplicativo Ibooks. Em Fortaleza, o produto chegou três dias após o lançamento nacional, 03 de dezembro.

Confira abaixo entrevista com Marley Almeida, 17, proprietário da loja especializada da marca em Fortaleza.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

[Tecnologia] Kevlar torna blindagem automobilística mais acessível


 A manta de aramida (Kevlar), material utilizado em coletes à prova de balas e em capacetes da Formula 1, reduziu o preço da blindagem automobilística em mais de 60%. Dentre os benefícios proporcionados, destacam-se a leveza do carro, a manutenção de suas  formas originais, a não interferência no desempenho da velocidade e a diminuição dos “grilos”, pequenos barulhos que podem ocorrer devido ao processo de blindagem.

Constituído por fios de nylon entrelaçados em camadas,  sua fixação é feita através de adesivo poliuretano, que fixa toda a superfície da peça da manta, formando um colchão de borracha  entre o material  e o veículo.

Essa tecnologia, entretanto, não dispensa totalmente o uso do aço. Segundo informações do site da empresa Avallon Blindagem, é necessário usá-lo em partes do veiculo onde não há fixação total  do kevlar, como colunas de portas e de teto, fechaduras, porta-malas, barras de proteção das portas, dentre outros.

“Hoje em dia aumentou muito o índice de violência. Como ocorrem muitos assaltos, tiroteios, bala perdida,  a procura pelo processo de blindagem aumentou muito por parte dos empresários.” afirma Willmy Daivison, chefe de blindagem da B3 Blindagem.

Confira abaixo a explicação de  Daivison sobe as diferenças entre o uso do kevlar e do aço.